“A
vida é feita de escolhas!”
Sim,
que frase mais batida, todos sabemos disso, todos já ouvimos e falamos isso
muitas vezes.
Mas
acredito que essa seja mais uma daquelas frases batidas que só entendemos o
significado, quando passamos por uma situação, realmente difícil.
Neste
caso, uma escolha, realmente difícil.
Pois
as escolhas vêm com riscos. Vem com consequências, vem com “abrir mão” de algo,
vem com sofrimento, vem com aquelas perguntas “será que fiz a escolha certa?”, “e
se...?”
E quando
estas escolhas não envolvem apenas a si próprio, é incrível o poder que elas têm
de machucar outras pessoas.
Hoje
foi um daqueles dias deprimentes... um daqueles dias que você tenta “sobreviver”.
Um dia inteiro refletindo uma escolha, que já havia sido refletida antes de ser
feita.
Mas
aquela pergunta sempre assombra “será que fiz certo?” “como será daqui pra
frente?”
Não
é o caso de não ter certeza da escolha, mas porque esta envolve coisas muito
valiosas, e por mais que sempre tenha um lado que fala mais alto, o outro lado
continuará tendo o seu valor.
Não
me pergunto se valerá a pena, não me pergunto se vou me arrepender. Apenas tive
que abrir mão de algo de que gostava muito, de que gosto muito... e não posso
saber como serão as coisas daqui para frente.
Ok,
óbvio, ninguém pode adivinhar o que virá no dia de amanhã. Por isso, corremos tantos
riscos. Mas este é aquele momento em que nem sei o que esperar, para amanhã,
para semana que vem, para o próximo mês.
Pior,
é carregar a dor de ter que deixar algo acabar, mesmo sem querer fazer isso.
Ter que deixar, mesmo que continue gostando. Não. Pior ainda, é a dor de ter
causado dor.
Devia
ser algo tão simples... conhecer as pessoas, fazer amizades... um dia cada um
segue sua vida, enfrentamos a saudade e tudo o mais, alguns ficam na nossa vida
para sempre, mas isso é outra história... mas tudo bem, no final, todo mundo fica bem.
Mas
não... sempre que passamos pela vida de alguém, deixamos marcas (e vice-versa).
E quando essas marcas são de dor, elas nos acompanham também.
Não
que me importe a dor que eu sinta, eu sou meio autodestrutiva e consigo muitas
vezes ser egoísta comigo mesma, mesmo que isso não faça o mínimo sentido.
Mas
a marca está sempre ali para lembrar o que aconteceu, para lembrar que há
alguém sofrendo, e que ajudar, agora, não está ao meu alcance.
Enfim...
ter que dar fim a algo, quando não se quer... é meio destruidor para si mesmo.
Hoje
passei o dia assim, como se alguém tivesse morrido. Graças a Deus que não, mas
a sensação de perda... é muito parecida. De certa forma.... consegue ser ainda
pior, pois na morte você sabe que não tem mais jeito, você sabe que não é mais
possível ver, nem tocar, nem ouvir. Mas e quando É possível fazer isso, mas
VOCÊ não PODE?
Parece
algo muito mais desesperador... muito mais difícil de aceitar.
Mas.....
a vida é feita de escolhas!
De
riscos.
De
consequências...
Nem
tudo é como queremos, não podemos ter TUDO o que queremos, infelizmente.
Eu
poderia terminar esse texto dizendo, que ai é que está a graça da vida....
Mas
neste momento eu não consigo achar graça nenhuma, não consigo ver um lado
exatamente bom...
Só
vou ter que lutar pelo o que eu escolhi, afinal pra que tanta dor e sofrimento,
se eu não tivesse um propósito (neste caso).
E
espero um dia entender o porquê de tudo isso. O porquê das coisas, da forma
como elas foram acontecendo, das pessoas, dos sentimentos...
Mas
isso fica pra um dia... “deixa que o futuro, fica pra depois”.
Só
posso dizer, que independentemente do significado disso tudo... eu levarei
todas as lembranças comigo, e quero encarar todas elas de um jeito bom, de um
jeito feliz, apesar do motivo pelo qual elas se tornaram “apenas lembranças”.
Há coisas das quais não esqueceremos nunca. E acredito que esta será uma delas. Nem quero esquecer...
E
neste caso, eu sei, que sempre vou conseguir sorrir... mesmo que ainda exista
dor.
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